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Técnica Concept Ear - Correção de Orelhas De Abano

Técnica Concept Ear - Correção de Orelhas De Abano

Conhecida como Ear Shutt, Ear Face, Ear Contour, Ear Solution e Concept Ear, a técnica de correção de orelhas de abano já é feita no Brasil há algum tempo, porém vem ganhando força maior nos últimos dois anos.

Também é usada para ajustes após a otoplastia aberta.

O procedimento leva em torno de 40 minutos. Depois o paciente precisa cuidar para não apertar a orelha por 48 horas.

A correção de orelhas de abano ou harmonização de orelhas consiste em eliminar a orelha de abano através de fios que são colocados na orelha e essa correção é sem cortes, definitiva, com anestesia local.

Por se tratar de um problema localizado na cartilagem, as orelhas de abano prejudicam somente no âmbito da estética, ou seja, não geram distúrbios no ouvido e, consequentemente, não há riscos de afetar a audição com o tempo.

 

Orelhas de abano

  • Têm origem genética;
  • Atinge de 2 a 5% da população, tanto mulher, quanto homens;
  • Considerada aquelas que se distanciam exageradamente do crânio;
  • Geralmente possuem a anti-hélice apagada parcialmente ou total;
  • Aumento da concha;
  • Percepção subjetiva - tamanho e volume do cabelo, formato do rosto e tamanho das orelhas podem torná-las mais ou menos aparentes;
  • Uni ou bilateral.

 

 

Qual a melhor idade para realizar o procedimento?

Em média, quando a criança completa 4 anos, já é possível saber se terá ou não. Nesta idade é comum já estar com 90% do tamanho da orelha formado, possibilitando prever o formato na fase adulta.

  • A criança percebe ser “diferente” a partir dos 6 anos;
  • Vítima de brincadeiras e apelidos;
  • Maior incômodo na fase dos 7 aos 10 anos;
  • Fase crucial para o desenvolvimento da autoestima;
  • Interfere no desenvolvimento da personalidade;
  • Dificuldade para o relacionamento social.

 

A partir dos 7 anos é a idade ideal para realizar o procedimento, pois:

  • Já ocorreu o desenvolvimento total das cartilagens - alcançou o tamanho adulto;
  • Procedimento não interfere mais no processo de crescimento;
  • Época em que a criança inicia o período escolar;
  • A criança já tem mais consciência da situação.

 

Fase adulta

  • Com o passar do tempo a cartilagem vai se calcificando;
  • Se tornam mais rígidas;
  • Maior risco de recidiva - 1 a cada 20 pacientes;
  • Não há idade limite para realizar o procedimento, desde que as condições clinicas sejam favoráveis.

 

Recomenda-se ao paciente:

Primeiros 10 dias

  • Não pressionar a região da orelha, evitando dormir apoiando-se na região lateral da cabeça;
  • Evitar a exposição a raios solares;
  • Evitar a realização de exercícios físicos;
  • Higienização do local com cotonetes usando água oxigenada volume 10 e óleo de girassol.

 

03 meses até 1 ano após o procedimento

  • Cuidados para não ocasionar lesões nas regiões, evitando que seja puxada ou batida.

 

 

Indicações e Contraindicações

  • Portadores de lesões pré-existentes nas orelhas - Como casos de pericondrite nas orelhas, comuns em praticantes de modalidades marciais;
  • Portadores de doenças autoimunes - Ex: lúpus, psoríase, fibromialgia, vitiligo. Visto a possibilidade de ativação da doença caso encontrem-se em estágio controlado;
  • Hipertensos/Diabéticos - Somente é indicado caso as doenças estejam controladas;
  • Hemofílicos - Visto o risco de hemorragia;
  • Portadores de infecção/inflamações nas orelhas - Infecções ou inflamações pré-existentes podem causar complicações ao procedimento;
  • Grávidas e Lactantes - Visto a necessidade de tomar medicações posterior ao procedimento;
  • Menores de 7 (sete) anos.

 

Dra. Angela Tiburski - CRO SC 9914

 

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